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Hangzhou

Hangzhou, a capital Song do Sul que Marco Polo considerou a maior cidade do mundo, junta o Lago do Oeste (UNESCO), templos milenares e as colinas de chá de Longjing ao presente tecnológico da China.

Locais em Hangzhou

«Em cima está o céu; em baixo, Suzhou e Hangzhou.»

Há mil anos que este provérbio faz de Hangzhou o símbolo chinês do paraíso terreno. Capital da dinastia Song do Sul de 1132 a 1276 e término meridional do Grande Canal, a cidade deslumbrou de tal modo Marco Polo que ele a descreveu como a maior do mundo. Hoje é uma metrópole com cerca de doze milhões de habitantes e a casa da Alibaba — mas basta pisar a margem do Lago do Oeste, orlada de salgueiros, para o horizonte de arranha-céus se dissolver na mesma pintura de rolo enevoada que cativava os poetas Song. Hangzhou foi feita para deambular devagar, de história em história, e a forma mais fácil de a desvendar é com um audiotour autoguiado: carregue no play em cada monumento e ouça os imperadores, os monges e as lendas por detrás da paisagem.

Um lago feito de lenda

O Lago do Oeste, inscrito pela UNESCO em 2011, é menos uma massa de água do que uma antologia ao ar livre. Passeie pela Calçada Su, traçada sob o poeta-governador Su Dongpo, atravesse a Ponte Quebrada, onde começa a Lenda da Serpente Branca, e vá de barco até Três Lagoas que Espelham a Lua, a ilha cujos pagodes de pedra se iluminam nas noites de lua cheia. Na margem sul ergue-se o pagode Leifeng, erguido em 977 e reconstruído em 2000 — cada paragem tem um audioguia que transforma o cenário em narrativa.

Templos, chá e o pico que voou até aqui

A oeste do lago, o Templo Lingyin — o «Templo do Retiro da Alma», fundado em 326 d.C. — continua a ser um dos mosteiros budistas mais antigos e venerados da China. Ao lado, as escarpas calcárias de Feilai Feng guardam centenas de figuras budistas esculpidas a partir do século X, entre a melhor arte rupestre do sul da China. Mais adiante, nas colinas, os socalcos de Longjing produzem o chá verde mais célebre da China; venha na primavera assistir à colheita, chávena de chá numa mão, audioguia na outra.

Para lá do lago

Hangzhou recompensa quem vai mais longe: os trilhos entre canais do Parque Nacional das Zonas Húmidas de Xixi, as bancas de petiscos e as antigas boticas da Rua Hefang, o Pagode das Seis Harmonias a vigiar o rio Qiantang e o solene Templo de Yue Fei, santuário do general patriota dos Song. Visite na primavera ou no outono, peça o peixe do Lago do Oeste em molho agridoce e o porco Dongpo, e deixe que as histórias o levem pela cidade que, diz-se, o próprio céu inveja.

Audioguia de Hangzhou e visitas autoguiadas