Jardins, colinas e vida lisboeta
Da Estrela e da Casa Fernando Pessoa à Mouraria e à Graça, pelo Príncipe Real, Chiado e zona ribeirinha. Meio dia entre jardins, cafés e subidas.
Percurso
Comece na Praça da Estrela, a praça em frente à Basílica da Estrela, onde pára o elétrico 28. Fique de frente para a igreja, com as duas torres sineiras e a grande cúpula branca a erguerem-se atrás delas; as grades e as árvores do Jardim da Estrela, a sua próxima paragem, ficam do outro lado da rua, atrás de si. Este passeio sobe e desce várias colinas de Lisboa, por isso vá com calma. Olhe para a cúpula a partir da praça e carregue em Play.
Da basílica, atravesse a Praça da Estrela na passadeira e entre pelos portões do jardim do outro lado. É um passeio plano de quatro minutos, menos de 300 metros. Lá dentro, siga os caminhos que serpenteiam entre as grandes árvores antigas e o lago; a paragem fica no coração do jardim, entre bancos e árvores ornamentais, e ficará à sua esquerda. Não há um único ponto de referência para onde apontar, por isso este é o sítio para abrandar e deixar o barulho da cidade ficar para trás das grades.
Saia do jardim pelos caminhos e atravesse até à Rua da Estrela, seguindo-a na curva. Vire à esquerda para a Rua Coelho da Rocha, uma rua residencial sossegada do bairro de Campo de Ourique. São cerca de 500 metros, sete minutos. A Casa Fernando Pessoa fica à sua direita, um pouco adiante na Rua Coelho da Rocha: a casa onde o poeta passou os seus últimos anos, hoje um museu dedicado a ele. Carregue em Play no passeio em frente antes de entrar.
Este é o troço mais longo: cerca de 1,6 quilómetros, dezanove minutos. Siga para leste pela Rua Coelho da Rocha e mantenha-se à esquerda para apanhar a Rua Saraiva de Carvalho, que o leva pela maior parte de Campo de Ourique. Vire à direita para a Rua do Sol ao Rato e atravesse o movimentado cruzamento do Largo do Rato, depois siga a Rua da Escola Politécnica até à Praça do Príncipe Real, onde o jardim ocupa a praça e a paragem fica à sua direita, debaixo das árvores. Reconhece-a pelo enorme cedro, conduzido na horizontal sobre uma treliça de ferro até formar uma ampla copa verde.
Saia do jardim e apanhe a Rua Dom Pedro V, que o leva durante quase todo este troço de seis minutos e 500 metros; corre pela crista acima do Bairro Alto. Onde as casas dão lugar a um jardim em socalcos com uma longa balaustrada, chegou ao Miradouro de São Pedro de Alcântara. Chegue-se à balaustrada e toda a baixa se estende abaixo de si, com o castelo na colina em frente. É esta a vista para carregar em Play.
Um saltinho de três minutos, cerca de 250 metros. Saia do miradouro e continue na mesma direção pela Rua de São Pedro de Alcântara, que segue a partir do miradouro. Leva-o a uma pequena praça onde a Igreja de São Roque fica à sua esquerda. Não se deixe enganar pelo exterior: a fachada é simples, quase austera, e não dá pista do que o espera lá dentro, e é para isso que serve o guia.
Um saltinho de dois minutos, cerca de 160 metros. Atravesse o Largo Trindade Coelho, a praça em frente à igreja, e vire à direita para a Rua Nova da Trindade. A Cervejaria Trindade fica à sua esquerda, um pouco adiante: uma cervejaria e restaurante num antigo convento, e uma instituição de Lisboa há bem mais de um século. Pode ouvir o guia do passeio ou entrar para ver as salas.
Continue pela Rua Nova da Trindade, seguindo-a na curva, até ela encontrar a Rua Garrett; vire à esquerda. São três minutos, pouco mais de 200 metros. Está agora no Chiado, o antigo bairro literário e comercial da cidade, e a Rua Garrett é a sua rua principal: carris de elétrico ao meio, livrarias e cafés nos dois passeios. A paragem fica à sua direita, logo a seguir à curva. Fique no passeio, longe do elétrico, e carregue em Play.
Suba a Rua Garrett até ao Largo do Chiado, mantenha-se à esquerda na praça e siga em frente pela Rua da Horta Seca. Contorne à direita para a Travessa do Sequeiro e depois vire à esquerda para a Rua Marechal Saldanha, que o leva ao miradouro. Cerca de 600 metros e oito minutos pelas ruas do bairro de Santa Catarina. O miradouro é um amplo terraço na encosta; chegou quando o rio se abre à sua frente e vê a grande figura de pedra do Adamastor, o gigante de Camões, curvado na borda do terraço.
Saia do terraço e volte pela Rua Marechal Saldanha, desta vez até à Calçada do Combro, onde vira à esquerda. Cinco minutos, menos de 300 metros. Na esquina com a Rua da Bica de Duarte Belo chega ao topo do ascensor da Bica: o pequeno carro amarelo espera na estação de cima, e a rua desce a pique abaixo dele em direção ao rio. Esta é a paragem. Fique no alto da ladeira, onde começam os carris, e carregue em Play.
Desça até ao rio a pé, em vez de usar o ascensor: do Largo do Calhariz apanhe a Rua das Chagas, siga à esquerda pela Rua do Ataíde e acompanhe a curva, depois vire à direita para a Rua das Flores, que o leva a descer em direção à beira-rio. Cerca de 580 metros, seis minutos, quase sempre a descer. Lá em baixo, vire à esquerda para a Rua Nova do Carvalho. Não tem como enganar-se na chegada: a própria faixa de rodagem é pintada de cor-de-rosa de parede a parede. A paragem fica à sua esquerda, a poucos passos.
Dois minutos, menos de 200 metros. Volte pela Rua Nova do Carvalho, deixando o piso cor-de-rosa para trás, e atalhe pelas ruas laterais, a Travessa da Ribeira Nova e depois a Rua da Ribeira Nova, até à Rua do Instituto Dona Amélia, onde vira à esquerda. O longo pavilhão do Mercado da Ribeira fica à sua direita; o Time Out Market é a praça de restauração lá dentro, e o edifício do mercado é a paragem. Carregue em Play antes de entrar, enquanto ainda vê o pavilhão por fora.
Um passeio plano de doze minutos, cerca de um quilómetro ao longo do rio. Desça a Rua do Instituto Dona Amélia até à Avenida 24 de Julho, vire à esquerda e atravesse até à beira-rio no Cais do Sodré. Dali siga os cais para leste ao longo do Tejo, com a água sempre à sua direita, pelo Cais das Pombas e pelo caminho ribeirinho a seguir. O caminho leva-o à grande praça aberta junto à água; a paragem fica na borda do rio, onde duas colunas de pedra se erguem na água no topo de uma pequena escadaria. É o Cais das Colunas.
Volte as costas ao rio e atravesse a praça em linha reta, quatro minutos, cerca de 200 metros. O arco fica à sua frente durante todo o caminho: o alto arco triunfal no topo da praça, com a estátua equestre do rei no meio da praça, diante dele. Passe sob o arco e está no início da Rua Augusta, a rua pedonal que atravessa a Baixa. A paragem é aqui, logo a seguir ao arco; volte-se e olhe para trás, através dele, para o rio antes de carregar em Play.
Suba a Rua Augusta e vire à direita para a Rua da Conceição, depois siga para norte pela quadrícula da Baixa, com um troço pela Rua de Santa Justa, até as ruas retas acabarem. A Rua dos Condes de Monsanto e depois a Rua do Arco do Marquês de Alegrete tiram-no da baixa plana, e o terreno começa a subir em direção à colina do castelo. Cerca de 1,1 quilómetros, quinze minutos no total. Vire à direita para a Rua da Senhora da Saúde; a paragem fica à sua esquerda, onde as ruas se estreitam e as casas se fecham à sua volta: aqui é a Mouraria, o antigo bairro mouro.
O último troço é a subida: 800 metros e treze minutos, quase sempre a subir. Volte atrás e apanhe a Rua Fernandes da Fonseca, depois entre pelas vielas da Mouraria, Rua Marquês de Ponte de Lima, Rua da Amendoeira e Beco da Amendoeira, até sair na Calçada de Santo André. Vire à direita e suba, depois à esquerda para a Calçada da Graça, que sobe de forma constante até ao alto da colina. O terraço do Miradouro da Graça fica ao lado da igreja da Graça, no cimo; chegou quando a cidade se abre lá em baixo, com o castelo na colina vizinha e o rio mais além. Sente-se, recupere o fôlego e carregue em Play.