Chiang Mai — literalmente a «cidade nova» — é a capital cultural do norte da Tailândia desde que o rei Mangrai a fundou em 1296 como sede do reino Lanna. Sete séculos depois, o seu coração continua a ser o mesmo quadrado de antigas muralhas de tijolo e um fosso orlado de nenúfares, com cerca de 1,6 quilómetros de lado, repleto de mais de cem templos, casas de teca e vielas feitas para deambular sem pressa. É uma cidade que melhor se explora ao nível da rua com uma visita áudio autoguiada nos ouvidos: caminhe de porta em porta ao seu ritmo, enquanto a história de cada paragem — reis, monges, sismos e elefantes — se desenrola à medida que lá chega.
A Cidade Velha rodeada pelo fosso
Comece na Porta de Tha Phae, a entrada nascente por onde outrora chegavam os mercadores do rio, e avance para o interior. No Wat Chedi Luang, um colossal chedi de tijolo — que rondava os 80 metros antes de um sismo do século XVI lhe derrubar o topo — domina o centro da cidade; o audioguia conta como esta ruína albergou em tempos o Buda de Esmeralda. Uns quarteirões a poente, o Wat Phra Singh mostra a arquitetura lanna no seu melhor: telhados dourados, teca esculpida, murais dos contos Jataka e a venerada imagem do Buda Leão.
Porta de Tha Phae
Porta da cidade reconstruída que assinala a histórica entrada este de uma cidade velha amuralhada da era Lanna.
Wat Chedi Luang
Elevadas ruínas de um chedi de tijolo do século quinze, outrora a estrutura mais alta do reino de Lanna, derrubada por um terramoto.
Wat Phra Singh Woramahawihan
Templo budista de estilo Lanna que alberga uma lendária imagem de Buda do Sri Lanka, com mais de mil e quinhentos anos.
A subir a montanha sagrada
A oeste da cidade ergue-se o Doi Suthep, onde se diz que um elefante branco escolheu o local do Wat Phra That Doi Suthep. Suba os cerca de 300 degraus da escadaria das nagas até ao chedi dourado e a um panorama sobre todo o vale — uma história que vale a pena ouvir no próprio terraço.
Artesanato, mercados e montanhas
Chiang Mai é Cidade Criativa da UNESCO para o artesanato e as artes populares, e nota-se ao cair da noite: a Walking Street de domingo enche a Ratchadamnoen Road, o bairro dos prateiros de Wua Lai acolhe o mercado de sábado junto ao reluzente templo de prata Wat Sri Suphan, e o Night Bazaar negoceia todas as noites. Fora da cidade, santuários éticos como o Elephant Nature Park e as florestas de nevoeiro do Doi Inthanon, o pico mais alto da Tailândia, são passeios fáceis de um dia.
Venha pelos templos, fique pelo ritmo: esmolas matinais, bancas de noodles, ar de montanha — e um passeio narrado que transforma cada porta e cada chedi numa história.
Mercado de Sábado da Wua Lai Walking Street
Mercado de rua de sábado à noite com artesanato em prata e bancas de comida ao longo de uma histórica rua de prateiros.
Wat Sri Suphan — O Templo de Prata
Sala de ordenação budista revestida a prata com relevos metálicos martelados à mão, proibida a mulheres no interior.
Mercado Noturno de Chiang Mai
Extenso mercado noturno de bancas e carrinhos de comida, com origem numa antiga rota de caravanas comerciais.
Elephant Nature Park
Santuário à beira-rio onde elefantes resgatados vagueiam livres, sem correntes e nunca montados.
Parque Nacional Doi Inthanon
Pico mais alto do país, coroado por duas pagodes reais e uma nebulosa floresta de nuvens no cume.
