Amesterdão começou, muito literalmente, como um dique — uma barreira lançada sobre o rio Amstel por volta de 1275, que deu nome à povoação de pescadores. Quatro séculos depois era a cidade mais rica do mundo ocidental e, surpreendentemente, ainda o aparenta: casas de empena debruçadas sobre águas ladeadas de árvores, torres de igrejas a badalar por cima das campainhas das bicicletas e cerca de 165 canais a coser tudo isto. É uma cidade feita para explorar sem pressa e por conta própria — percorra o anel de canais a pé ou deslize por ele de barco com um audioguia nos ouvidos, deixando cada ponte e cada porta contar a história por que, de outro modo, passaria sem reparar.