Parque Louis Armstrong
Local histórico de encontro onde escravizados de Nova Orleães lançaram as raízes do jazz, hoje assinalado com uma estátua de bronze do filho ilustre da cidade.
O parque Louis Armstrong em Nova Orleães abre-se para a Congo Square, onde uma lei colonial dos anos 1720 dava aos escravizados de Nova Orleães os domingos livres de trabalho, e por volta de 1817 a cidade já tinha confinado as suas reuniões a este único terreno aberto, então chamado Place Publique. O guia acompanha os tambores feitos de barris e troncos ocos, as danças calinda e bamboula, e os pralinés de noz-pecã vendidos a partir de cobertores no chão, traçando como os historiadores ligam os ritmos tocados ali ao ragtime, ao blues e, por fim, ao jazz. Acompanha ainda uma reviravolta mais dura: as décadas que a cidade passou a expropriar e a demolir as ruas circundantes de Tremé para construir o parque que homenageia precisamente esse legado.
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