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Quioto

Quioto, capital imperial do Japão durante mais de mil anos, preserva 1.600 templos, vielas de casas de chá de gueixas e 17 sítios UNESCO — uma cidade feita para explorar com audioguia.

A capital milenar do Japão

Durante mais de um milénio — de 794 a 1868 — Quioto foi a sede dos imperadores do Japão, e nenhuma outra cidade guarda a memória do país como ela. Poupada à destruição da guerra que transformou tanto do Japão, conta ainda cerca de 1.600 templos budistas, 400 santuários xintoístas e 17 sítios do Património Mundial da UNESCO entre vielas tranquilas e encostas arborizadas. É uma cidade feita para explorar sem pressa e por conta própria: ligue um audioguia e quase cada portal vermelhão, cada jardim de gravilha ancinhada e cada viela iluminada por lanternas começa a contar a sua história ao seu ritmo.

Onde a velha capital ainda respira

Comece pelas colinas orientais de Higashiyama, onde encostas empedradas de casas de madeira machiya sobem até ao grande palco de madeira do Kiyomizu-dera. Mais abaixo, o bairro das casas de chá de Gion estende-se entre o rio Kamo e o santuário Yasaka — um santuário fundado há mais de 1.300 anos que ainda acolhe em julho o festival Gion Matsuri. Ao entardecer, na rua Hanamikoji, acendem-se as lanternas e talvez vislumbre uma maiko apressada para um compromisso noturno; um audiotour explica aqui os códigos do mundo das geiko que um transeunte jamais adivinharia.

Ícones que valem a caminhada

  • Fushimi Inari Taisha — milhares de portais torii vermelhão, os famosos Senbon Torii, formam um túnel pela encosta sagrada acima.
  • Kinkaku-ji — o pavilhão zen revestido a folha de ouro, refletido na perfeição no seu lago.
  • Arashiyama — um bosque de bambu ondulante na orla ocidental da cidade, com os jardins do Tenryu-ji ao lado.
  • Castelo de Nijō — a residência dos xoguns de 1603, com portas de correr cobertas de pinturas douradas.

Cada um tem o seu próprio audioguia, pelo que a história — intrigas imperiais, estética zen, poder dos samurais — se desenrola enquanto está diante dele.

Porquê ir

Quioto recompensa cada estação: cerejeiras em flor na primavera, áceres flamejantes no outono, manhãs enevoadas nos templos pelo meio. Reponha energias no mercado Nishiki, a estreita rua comercial a que os locais chamam «a cozinha de Quioto», ou demore-se num kaiseki, a requintada cozinha de vários pratos que a cidade aperfeiçoou. A Quioto moderna — comboios-bala, uma cena gastronómica celebrada — pousa levemente sobre a velha capital, e com uns bons passeios e uns auscultadores, mil anos de Japão abrem-se rua a rua.

Locais em Quioto

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