Praça da República
Praça central cuja feira de artesanato de domingo cresceu de uma reunião hippie reprimida pela polícia até se tornar um mercado legalizado.
Este guia da Praça da República em São Paulo abre com uma pergunta: porque é que a polícia expulsou certa vez deste relvado um jovem artesão apenas por ter o cabelo demasiado comprido. Percorre meados da década de 1960, quando vendedores de cabelo comprido que ofereciam artigos de couro feitos à mão eram vaiados, apedrejados e expulsos pela polícia sob uma ditadura militar que valorizava o cabelo curto e a paciência ainda mais curta. Em 1968, precisamente nesse ano, o presidente da câmara Faria Lima assinou um decreto que abriu um bolso tolerado de contracultura dentro de um Estado intolerante.
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