Frankfurt am Main é a cidade a que os alemães chamam «Mainhattan» — o único verdadeiro skyline do país, onde as torres de vidro da banca se erguem diretamente de uma cidade ribeirinha que comercia desde os tempos romanos. É a capital financeira da Europa e, no entanto, a poucas ruas das salas de negociação está de novo entre empenas de enxaimel, uma catedral de coroações e tabernas que servem vinho de maçã ácido em jarros de grés. É este choque de épocas que torna Frankfurt tão gratificante de explorar com audioguias: quase cada esquina esconde uma história mais longa do que a fachada deixa adivinhar, e os guias contam-na enquanto ali está.
Onde se coroavam imperadores
Comece no Römerberg, a antiga praça do mercado que Frankfurt reconstruiu meticulosamente depois da Segunda Guerra Mundial. O Römer, de três empenas, serve de câmara municipal desde 1405, e ali perto a Catedral de Frankfurt, de arenito vermelho — o Kaiserdom —, acolheu as eleições e coroações dos imperadores do Sacro Império Romano-Germânico, dez delas a partir de 1562; os mais aptos podem subir os 328 degraus da torre para apreciar a vista. Entre a catedral e a praça estende-se o reconstruído bairro Dom-Römer, uma cidade velha novinha em folha cujas vielas se desvendam melhor monumento a monumento — cada audioguia segue uma história de destruição e regresso. Termine na Igreja de São Paulo, recordada como berço da democracia alemã, e na casa onde Goethe nasceu em 1749.
Mainhattan visto de cima
Para ganhar escala, suba à Main Tower: o seu miradouro ao ar livre fica 200 metros acima do distrito bancário, com todo o contraste de flechas e arranha-céus a seus pés. De regresso ao chão, atravesse a Eiserner Steg, a ponte pedonal de ferro que oferece o clássico postal do skyline refletido no rio Meno.
Uma margem de museus
Poucas cidades concentram cultura como a Museumsufer, a margem dos museus que ladeia o Meno com dezenas de instituições — cinema, arquitetura, culturas do mundo — coroada pelo Museu Städel e pelos seus 700 anos de arte europeia, de Botticelli e Rembrandt a Monet e Picasso. Quando precisar de verde, o jardim botânico Palmengarten, na zona oeste da cidade, junta estufas, plantas exóticas e pequenos lagos.
Apfelwein e bancas de mercado
Acabe a sul do rio, em Sachsenhausen, onde vielas sinuosas e empedradas abrigam as tabernas tradicionais que servem Apfelwein em jarros de barro chamados Bembel — ou petisque pela Kleinmarkthalle, um mercado coberto com mais de 150 bancas onde os locais compram queijo regional e desafiam os visitantes a provar Handkäse mit Musik. Capital da banca, sem dúvida — mas Frankfurt recompensa o ouvido curioso a cada esquina.